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sábado, 3 de julho de 2010

When the sky rained fire.

As asas que ganhei para subir ao topo do penhasco não impediram que eu ferisse minhas mãos. E mesmo sangrando eu gritei a plenos pulmões palavras incompreensíveis para quem tem um pensamento frio e humano demais. Talvez só as nuvens pudessem entender tudo o que proferi sobre mim, sobre tudo o que vi e pude compreender somente lá de cima.
Pessoas minúsculas em meio a uma multidão que as torna menores e comuns, pequenos seres tão complexos, tão iguais, tão diferentes, tão profanos. Vi gente matando, por raiva, por amor. Vi esse amor que sinto pelas coisas e pelas pessoas em forma de lágrimas das pessoas que cativei, que sentem minha ausência, desde que fui imcumbida de subir aqui e entender daonde vim. Vi que minha necessidade não era realmente por ti, era por alguém; por isso vivi cambaleando em meio a palavras e versos e cheiros e olhares para suprir isso.
Eu vi tudo em meio a manchas alaranjadas do céu da tarde, enquanto tentava entender porque tive que partir no dia em que consegui te ter.
Não foi culpa nossa, apenas fui chamada por alguém que enunciava o dia da minha morte.